Quero ser isso quando crescer.

Hoje eu vi minha sobrinha brincar de médica e toda feliz ficar examinando os bichinhos de pelúcia dela. Até disse que um estava com uma tosse muito feia.

Meu pai fez o seguinte comentário: Vai ser médica essa guria!

E me lembrei de quando eu era criança, que todos diziam que eu ia ser escritora, mas o que eu queria mesmo era ser veterinária. Clássico, né? Não perdia um programa  do Animal Planet e até uns 12 anos eu tinha certeza que era isso que eu ia ser.

Aí eu vi que mexer com sangue não era comigo. Mudei de ideia. Na verdade passei um tempo sem pensar no que queria, porque afinal eu só tinha 13 anos e não precisava pensar nisso ainda.

Lá pelos meus 16 anos pensei em fazer Letras porque achava legal a ideia de ser professora e escritora, como todos diziam que um dia eu seria. Ok, botei isso na cabeça e sentia que era coisa certa. Sabe assim? Mas quis o destino que eu fizesse um teste vocacional no meu colégio e o resultado deu outro: jornalismo. Nunca tinha sequer pensado nisso. Pra mim jornalismo era só aquilo de ser repórter e âncora dos jornais da tv. Até lembro o que o cara disse pra mim: “Tu pode gostar de escrever, mas o teu negócio mesmo é se comunicar”.

Mas escrever não é se comunicar? Enfim, fiquei na minha e comecei a pensar no assunto. Até que não seria má ideia e depois de pesquisar sobre a faculdade, sobre os trabalhos que o jornalismo envolve, passei a amar essa escolha. E fui com ela para meu primeiro vestibular.

Não passei. Não desisti. Fui para o segundo.

Opa, não passei de novo.

É foda passar em Jornalismo, hein? Fiquei um ano parada [porque esqueci de pagar a inscrição do vestibular, mas isso não vem ao caso]e aí tive um baita tempo para pensar no que eu queria mesmo. Jornalismo não é bem “meu negócio”, acho que não seria totally happy nesse meio, sabe?

Voltei para a querida Letras, que além de ser mais focado na escrita, que eu amo, ainda me abre um leque enorme de profissões que eu posso seguir: professora de colégio, cursinho pré-vestibular, cursinho de inglês, escritora, dona de editora [my dream], colunista de revistas [my dream também] e segue. Então né. É isso.

Fui para o TERCEIRO vestibular. Não passei, porra!! Mas que merda, hein. A média aumentou bem no ano que eu prestei pra Letras. Sorte me ama.

AÍ QUER SABER? Faculdades particulares não me parecem tão mal assim. Aliás elas nunca pareceram, era tudo questão de dinheiro mesmo. Mas agora foda-se. Vestibular de inverno ta aí e eu vou me jogar com tudo. E agora vai gente!!

Eu nem sei qual era o objetivo principal desse post. Sei que queria falar de outra coisa, mas agora não lembro o que.

Então fica isso aí mesmo. (:

desculpa os palavrões.

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9 Comments

  1. Eu acho que você tem que se jogar mesmo numa faculdade particular e correr atrás do que você quer. Mas, ainda assim, por um lado, que bom que você não passou antes em jornalismo. Ao menos isso te deu tempo pra pensar se era isso que você queria. Sem falar que você não precisa morrer na particular. Se quiser, continue prestando pra federal e quando passar você aproveita as cadeiras. =p Deus escreve certo por linhas tortas, minha filha.

    Ah tri religioso AUhUAHAUHAHAUHUAA… Enfim, era isso… Beijo, ânia. Te amo e Jesus sempre no coração mini =**

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  2. É muito difícil mesmo descobrir o que quer pro resto da vida na idade que a gente tá. O que a gente escolhe é mais um chute que qualquer outra coisa.

    Não se preocupe muito com qual faculdade você vai fazer, só com a sua dedicação, que tem que ser a mesma em qualquer caso.

    Dessa vez você vai conseguir, tô sentindo!
    Bjos

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  3. Ryta

     /  April 26, 2011

    Quando fiz teste vocacional, o resultado foi surpreendente:
    Você está apta para: biologia, medicina, comunicação, história, geografia.
    Você não está apta para: biologia, medicina, comunicação, história, geografia.
    A conclusão óbvia a que cheguei era a de que ou eu não tinha competência pra nada, ou tinha talento pra vagabunda. Acabei fazendo vestibular somente aos 24 anos, depois de confirmar as previsões do teste… na aptidão para a vagabundagem. E terminei como profissional numa área que não tem nada a ver com o que estudei.
    Quer dizer, a vida é de deixar qualquer um doido.
    Bjs

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  4. Eu já quis fazer de um tudo também. Fisioterapia, Jornalismo, publicidade, Letras, Engenharia de Produção, que por sinal fiz uma cadeira, Engenharia Civil… Até que cheguei na Arquitetura, tão amada.
    Faculdade federal é boa, mas dependendo da faculdade particular, tem seu diferencial. a Unisinos, que é onde eu estudo, é a melhor universidade particular do sul do Brasil e ainda por cima, os horários são bons e tu pode trabalhar, coisa que numa universidade federal não é bem assim por causa dos horários. Ter uma bagagem profissional, quando se termina uma faculdade, é importantíssimo. Bom, tu já deve ter visto zilhares de casos de pessoas que são engenheiras, e como nunca fizeram nada na vida, não conseguem nada de emprego. Eu já to no meu terceiro estágio e nesse eu vou ser efetivada certamente!!
    Ah, boa sorte no próximo vestiba!
    Beijos fófis!

    Reply
  5. Eu queria uma profissão que me permitisse escrever e viajar, então escolhi jornalismo. Às vezes penso que fiz o curso errado, que descobri um pouco tarde que tenho vocação para outras coisas (desde que incluam panelas e temperos) ou que na época do vestibular eu deveria ter pesquisado outras áreas. Por outro lado, quando vou numa palestra, leio o livro de algum jornalista ou pego uma pauta realmente boa, sinto que a profissão é incrível e esse é meu lugar. Não sei, são várias dúvidas que ficam me consumindo.

    Quanto ao seu vestibular, acho que Letras pode ser uma boa escolha, se você se identifica com isso – eu, ao menos, peguei duas disciplinas e detestei a grade do curso. Mas seja lá o que você decidir, aproveita a oportunidade e se joga nela.

    Beijos

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  6. Eu nunca tentei faculdade pública sabia? Todo mundo acha isso estranho, principalmente por que né, classe média, oi?
    Eu faço Design na Ritter, aqui em Porto Alegre, e eu simplesmente AMO, e acho que em faculdade pública o ambiente não é assim tão aconchegante. Lá na Ritter fiz amizades com pessoas super legais, e como o campus não é muito grande dá pra conhecer muita gente! E também os professores são atenciosos, o lanche é bom, a estrutura é boa. Claro que a gente pedala pra pagar e tal, mas no fim vale à pena :-)

    Boa sorte, menina!

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  7. Ótima escolha, Gab!!!
    Eu também demorei um pouco pra decidir o curso que faria e hoje sou muito feliz por ter escolhido Letras! Fiz Linguística logo depois e gostei muito. Na verdade, para mim, são cursos que se completam.
    Beijo!

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  8. Eu sempreee quis ser veterinária, tentei o primeiro ano e não passei. Daí mudei pra Zootecnia e passei e foi nisso que me formei. Mas não exerço a profissão, então foi #fail total, sabe. :S

    Beijos

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  9. amymuuh

     /  May 1, 2011

    É legal ver exemplos como o seu, porque estou no terceiro ano e ficando louca por não saber ainda o que eu quero enquanto meio mundo já tá morrendo de tanto estudar pro tal vestibular. De qualquer forma, espero que você consiga ser feliz com Letras e que seja uma boa escritora, de livros bem legais! Ser dona de uma editora parece muito legal! Dizem que eu devo ser jornalista, mas não acho que tenha algo a ver comigo… Pretende fazer Letras Português ou alguma outra língua? Beijos!

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