Oh no.

Eu achava o seguinte: que eu ia entrar na faculdade particular, ia estudar pra passar na federal sem pressão nenhuma porque né, caso não passe já estou numa faculdade, olha que maneiro.

Mas não.

Cá estou eu tendo um ataque de pânico porque o vestibular está chegando, ainda falta bastante coisa pra estudar e foda-se que eu já to numa faculdade! Ela é particular e eu não quero continuar pagando!

Socorro.

Chegou o momento em que eu fico louca por causa desse maldito vestibular. :(

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A minha quase corrida de kart.

Confesso que estava um tanto apreensiva por causa dessa corrida. Coisas desconhecidas sempre me deixam apreensiva.

A corrida em si não era a causa da minha aflição. Na verdade eu ficava me perguntando se 1) eu caberia no macacão de corrida e 2) se eu alcançaria nos pedais do kart. Gente, pra quem não lembra eu tenho 1,47 de altura. São essas as agonias do meu mundo, ok?

Aí ta, chegamos lá e eu já sai perguntando pra mulher que trabalhava lá se eu alcançava nos pedais e ela me disse para eu ir testar um dos karts. Um moço me disse que eu andaria no kart 13 porque tinha o banco mais pra frente. Fui lá, experimentei, ficou ótimo e eu fiquei mais tranquila.

Maaas teve uma corrida antes da nossa e a MONGA que tava no kart 13 bateu de um jeito que estragou o meu kart lindo maravilhoso. :(

Nessa hora eu comecei a ficar aflita mais uma vez. Ok, eu não tinha deixado de ficar aflita, porque só de ver a pista já me dava uma coisa no estômago. E eu pensava: E agora? :(

Quando chegou nossa vez, o moço tirou meu amigo de um dos karts e disse que eu tinha que andar naquele. Sentei, mas não ficou muito bom, aí eles trouxeram UMA ALMOFADINHA pra mim. Humilhação mandou um beijinho.

Mas eu tava com tanto medo da corrida que deixei passar. O macacão serviu, tava tudo ok, lá fui eu.

Antes da corrida mesmo, tem a tomada de tempo pra saber em que colocação tu vai largar. São 10 minutos. Em 10 minutos eu girei e bati nos pneus fazendo com que meu pescoço quase saisse da minha cabeça, e na última volta da tomada de tempo meu LINDO namorado bateu em mim! Mas olha, bateu mesmo viu? Tá, eu tava um pouco devagar, mas poxa… Aí ele bateu em mim, eu bati nos pneus, bati com as costelas na direção, com a cabeça não sei onde e olha, vi o mundo girar. Não deu, tive que sair.

Conclusão: não corri de kart. Olha que legal.

Talvez eu pudesse continuar a correr, mas eu fiquei tão mal na hora que a primeira coisa que eu pensei foi: “mãe, cade você? :(”

Fica aí uma foto da minha quase corrida.

eu sou a nanica ali com as mãos no bolso morrendo de medo, bjs

Já dizia Lady Murphy.

Aí você teve um dia daqueles. Acordou com o cabelo feio, levou sermão do chefe, derramou café na roupa, brigou com o namorado no almoço e o que mais quer é chegar em casa, por os pijamas e ver qualquer coisa na TV.

Até chegar em casa você sabe que precisa passar por mais um teste de sobrevivência: pegar o ônibus.

E pior: na hora do rush!

Aquele ônibus que você mal consegue subir de tão lotado. Aquele que você fica se perguntando como pode dois corpos ocupar o mesmo espaço. É, aquele mesmo.

A muito custo, você passa pela roleta e por um milagre divino acha um lugar lá no fundo. O banco está quebrado, mas tudo bem. Isso só pode ser um sinal de que a noite vai ser boa.

Quando você já está agradecendo a todos os deuses existentes pela noite linda que está por vir, você ouve um som vindo de algum lugar do meio do ônibus. Um som que aos poucos você vai reconhecendo as batidas e acaba identificando o que é. Sim, é o funk.

Por dentro você chora e começa a xingar todos os deuses que antes agradecia. Por fora faz cara de paisagem, porque você sabe que essa é a lei da vida: nada está tão ruim que não possa piorar. Maldita Lei de Murphy! E você também sabe que não adianta reclamar ou se exaltar. Os seres que escutam funk são intocáveis, nada os atinge.

Bom, uma hora eles vão embora, certo? Errado. Óbvio que eles só descem depois de você, mas pelo menos a sua parada é logo ali.

Aí você desce, torce o pé quando pisa no chão, finge que nada aconteceu e entra no seu prédio.

Nossa, nada pode mesmo piorar agora! Tsc, ingênua, você. O prédio está sem luz e você sobe 10 andares pela escada. Tudo bem, pelo menos faz algum exercício.

No último degrau, você já está quase de joelhos se perguntando por que os deuses te odeiam tanto.

Mas eis que você abre a porta. Tudo escuro. Vai na cozinha para pegar um pouco de água e se depara com seu belíssimo namorado, que está perto da mesa, terminando de preparar um jantar a luz de velas. Além disso, você percebe que a cozinha está repleta de buquês de flores. Começa a agradecer os deuses de novo, afinal eles não te odeiam tanto assim. Aí você beija o namorado e diz que precisa trocar de roupa antes de jantar.

Você chega no quarto e vê o seu pijama bem dobradinho em cima da cama junto com uma coleção dos seus filmes preferidos. Obra do namorado.

E então você pensa: Puxa, existe vida além da Lady Murphy!

*crônica escrita pra aula de Português.*

Update: Essa crônica é quase toda fictícia. Só é baseada num dia difícil meu. Eu não moro em um prédio, por exemplo. haha. E claro, dramatizei um pouco as coisas para ficar mais engraçado. :)