Ser criança / Ter infância.

Ser criança é diferente de ter infância.

Esse foi um dos assuntos debatidos hoje na minha aula de Políticas Educacionais.

Ser criança todo mundo sabe o que é. É quando tu é pequeno, quando depende de pessoas para sobreviver.

Ter infância é outra coisa. Eu sei que muitas, ou todas as pessoas que leem o meu blog  tiveram infância. Ter infância é ter história boa pra contar, é ter brincado muito, ter se machucado um bocado nas brincadeiras, é ter amiguinhos, família presente, casa de vó, risadas e diversão o tempo todo.

E aí o que sobra para as crianças carentes, pobres, aquelas que precisam trabalhar já desde pequeninho para se sustentar? Essas tiveram infância?

Vimos um pedaço de um documentário na aula [Crianças Invisíveis o nome] que mostrava duas crianças que catavam lata e papelão para vender e ganhar uns 12 reais por dia, às vezes até menos. Passavam quase dois dias fora de casa para poder chegar cedo no lugar onde eles vendiam o que conseguiam. Mesmo com essas dificuldades eles ainda tinham inocência. Faziam brincadeiras entre eles e enquanto estavam “pilotando” o carrinho, imaginavam estar em uma corrida de carros.

Quando essa inocência se perde? E os pais dessas crianças? E a escola?

E por que ainda tem tanta criança nessa vida de trabalho quando elas deveriam mesmo estarem brincando?

Fica aí a reflexão.

Advertisements

Eu só queria dizer…

Que não custa sorrir. Que ajudar o próximo quando se pode é ótimo. Que comer chocolate não vai fazer a tua tristeza ir embora. Que a morte pode ser uma coisa terrível, se tu pensar que é. Que desenhar bem é questão de prática, assim como tirar fotos boas. Que todos sabem dançar. Que sabem cantar também. Não importa se a voz é feia, a intenção é bonita.

Que esmalte vermelho é horrível de tirar. Que cólica é um castigo muito pesado para uma mulher.

Que o mundo é uma bagunça, porque as pessoas que moram nele também são. Que todo mundo tem sua outra metade, mas que encontrá-la é difícil pra caramba. Que quando tu encontra, tu sabe.  Que amor é aquilo que te faz arrepiar por dentro. E que amor próprio é o amor mais bonito.

Que saúde importa mais que beleza. Que água faz bem pro corpo.

Que internet é um mundo todo.

Que tudo tem um lado bom. Que o melhor lugar do mundo é aquele onde estão as pessoas que amamos. Que quando queremos, corremos atrás. Que dinheiro nem importa tanto assim. Que fazer planos para o futuro é ótimo, mas esquecer de viver o presente não. Que um ano ainda é pouco para se conhecer bem uma pessoa. Que o passado é só isso mesmo, passado. Que ser bem sucedido só depende de ti.

Que ninguém pode te deixar triste a não ser que tu permita. Que contar até dez e esquecer não resolve. Conversar resolve.

Que pensar em doença te faz ficar doente. Que ter paciência é para poucos. Que às vezes é preciso se desligar de tudo, mas é importante se ligar de novo.

Que os conselhos dos pais são certeiros. Que os irmão são os melhores amigos.

Que tu pode dizer muita coisa sem falar nada. Ou tu pode simplesmente escrever.

O que tu quer dizer agora?

(:

Quis filosofar hoje. 

Quando estiver sozinho aja como se estivesse em publico…

…e quando estiver em publico aja como se estivesse sozinho.

Mais uma frase de quartel que meu namorado [ele era militar] me falou dia desses. E porra, essas frases realmente nos faz pensar, né?

Como de costume, fiquei viajando um bom tempo sobre isso.

O meu primeiro pensamento foi: como assim agir em publico como se estivesse sozinho?? Aí lembrei de coisas que eu faço sozinha que não seria de bom tom fazer em público… Limpar o nariz, por exemplo.

Confusa que estava, falei da minha dúvida com namorado. Namorado, muito paciente e lindo, me explicou que não é nesse sentido. Dã Gabriela.

Agir em público como se estivesse sozinho: ser você mesmo.

Quer dizer. Quando estamos sozinhos é muito mais fácil sermos nós mesmos do que quando estamos em público, certo? O bixo pega quando queremos e temos que ser nós mesmos na frente dos outros. É difícil, né? Mesmo sendo difícil, creio eu que deve ser muito melhor mostrarmos quem realmente somos do que criar personagens para agradar as pessoas. Isso que é ruim.

Não fiquei pensando muito na primeira parte da frase, porque fez sentido na minha cabeça assim que pensei sobre.

Como a gente aprende com os outros, né?

Beijo namorado!