TPM, sua linda.

Essa TPM ta de matar. Matar os outros, no caso, porque né.

Eu ando numa onda de mal humor, fúria, ódio, mágoa, gritos e palavrões.

Ando sem paciência para todos os tipos de pessoas. As que se fazem de coitada, as burras, as mimadas, e as chatas mesmo. Por dentro eu quero mandar todo mundo pra puta que pariu, por fora eu faço cara de sono. Até porque é melhor falar que to com sono do que “EU TO DE SACO CHEIO DE TI VAI PRO INFERNO” :)

E assim, eu acho que essas pessoas tem um radar. Elas percebem que eu não to no clima da amizade e FORÇAM a barra. Ai, muita água com açúcar pra mim!

Além dessa fúria toda, eu ando desmotivada. Acordo, penso no que vai ser meu dia e imediatamente quero voltar pra cama. Quando vai chegando a hora de ir pra faculdade já começo a murchar e só consigo pensar nas aulas chatas que eu vou ter. Penso em tudo que eu ainda tenho que estudar pro vestibular e quase choro. Penso nos exercícios físicos que eu deveria estar fazendo e só penso em comer! SOCORRO.

E eu sei que tudo isso é culpa da TPM e daqui uns dias tudo vai voltar ao normal e eu vou começar a enxergar as pequenas alegrias do meu dia de novo.

Até o mês que vem, claro.

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Ser criança / Ter infância.

Ser criança é diferente de ter infância.

Esse foi um dos assuntos debatidos hoje na minha aula de Políticas Educacionais.

Ser criança todo mundo sabe o que é. É quando tu é pequeno, quando depende de pessoas para sobreviver.

Ter infância é outra coisa. Eu sei que muitas, ou todas as pessoas que leem o meu blog  tiveram infância. Ter infância é ter história boa pra contar, é ter brincado muito, ter se machucado um bocado nas brincadeiras, é ter amiguinhos, família presente, casa de vó, risadas e diversão o tempo todo.

E aí o que sobra para as crianças carentes, pobres, aquelas que precisam trabalhar já desde pequeninho para se sustentar? Essas tiveram infância?

Vimos um pedaço de um documentário na aula [Crianças Invisíveis o nome] que mostrava duas crianças que catavam lata e papelão para vender e ganhar uns 12 reais por dia, às vezes até menos. Passavam quase dois dias fora de casa para poder chegar cedo no lugar onde eles vendiam o que conseguiam. Mesmo com essas dificuldades eles ainda tinham inocência. Faziam brincadeiras entre eles e enquanto estavam “pilotando” o carrinho, imaginavam estar em uma corrida de carros.

Quando essa inocência se perde? E os pais dessas crianças? E a escola?

E por que ainda tem tanta criança nessa vida de trabalho quando elas deveriam mesmo estarem brincando?

Fica aí a reflexão.

Don’t stop me.

Sabe aquela vez que eu contei que tava tentando não contar tudo pra todo mundo?

Pois é, to conseguindo. Viva.

Aí né, eu seleciono umas pessoas pra contar as coisas, e elas o que fazem? Me desmotivam.

Coisa que eu tenho pavor é de pessoa que fica me desmotivando, sério mesmo. :/

Eu vou lá, toda feliz contar meus planos e a pessoa me olha com uma cara de retardada e diz: “ai mas pra que? ai vai ser difícil. ai se eu fosse tu…”

Porra!! Com licença? Não to pedindo permissão. Posso ir lá e tentar? Posso ver por mim se vai ser difícil ou não?

Acho que posso, né?

Please, don’t stop me. :(