Ser criança / Ter infância.

Ser criança é diferente de ter infância.

Esse foi um dos assuntos debatidos hoje na minha aula de Políticas Educacionais.

Ser criança todo mundo sabe o que é. É quando tu é pequeno, quando depende de pessoas para sobreviver.

Ter infância é outra coisa. Eu sei que muitas, ou todas as pessoas que leem o meu blog  tiveram infância. Ter infância é ter história boa pra contar, é ter brincado muito, ter se machucado um bocado nas brincadeiras, é ter amiguinhos, família presente, casa de vó, risadas e diversão o tempo todo.

E aí o que sobra para as crianças carentes, pobres, aquelas que precisam trabalhar já desde pequeninho para se sustentar? Essas tiveram infância?

Vimos um pedaço de um documentário na aula [Crianças Invisíveis o nome] que mostrava duas crianças que catavam lata e papelão para vender e ganhar uns 12 reais por dia, às vezes até menos. Passavam quase dois dias fora de casa para poder chegar cedo no lugar onde eles vendiam o que conseguiam. Mesmo com essas dificuldades eles ainda tinham inocência. Faziam brincadeiras entre eles e enquanto estavam “pilotando” o carrinho, imaginavam estar em uma corrida de carros.

Quando essa inocência se perde? E os pais dessas crianças? E a escola?

E por que ainda tem tanta criança nessa vida de trabalho quando elas deveriam mesmo estarem brincando?

Fica aí a reflexão.

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Pergunta pra ele.

Peguei na biblioteca da faculdade o livro A Cabana.

Já leram?

Sempre quis ler, mas não sabia do que se tratava. Peguei mesmo assim e fui pra casa. Fiquei surpresa por saber que o livro é um tanto religioso e que traz uma questão ótima que me fez pensar muito.

Ainda não terminei de ler, mas não paro de pensar a respeito. Basicamente o personagem principal do livro tem um encontro com Deus.

Cara, já pensou nisso?

Eu não sou religiosa, acredito em algo superior que está por aí nos cuidando que por convenção chamo de Deus sem muita certeza, sabe assim? Queria ser mais esclarecida quanto a isso, mas ainda não sou… tudo a seu tempo, né?

Só que esse livro me fez  ficar horas pensando. Se eu tivesse a oportunidade de me encontrar com Deus… o que eu faria? O que eu falaria primeiro? Como eu chamaria ele?

Primeiro eu sei que morreria de medo, já que tenho medo do desconhecido, imagina um desconhecido tão importante!? Ficaria tensa e nervosa, gaguejaria, e por fim jogaria um monte de perguntas que estão na minha cabeça ainda sem respostas.

Pra começar, o que ele tava pensando quando criou tudo? Levando em conta que foi ele que criou tudo.

O que vai ser do mundo daqui pra frente? E 2012, vai rolar mesmo? A humanidade ainda tem conserto?

E a minha vida, to indo bem até agora? Vou morrer logo? [e nessa última eu ia insistir pra ele me responder] E assim vai.

Tenho pensado em mil perguntas que poderia fazer pra ele e fico um pouco frustrada, porque não tenho a resposta de nenhuma e imaginar o que ele poderia me responder me da uma agonia tremenda.

E vocês? O que perguntariam pra Deus? O que falariam com ele?

Me contem, quero pensar mais sobre.

E né, fica aí a reflexão.

Mais amor por favor.

Eu sou dessas que pensa que se as pessoas tivessem mais amor o mundo seria outro.

O amor muda tudo, gente. Muda as pessoas, suas atitudes. O amor torna tudo tão fácil, leve e bonito. O que custa?

Eu vejo por aí, nas notícias ou ao vivo mesmo, as pessoas que são pura maldade no coração e não consigo entender. O que faz uma pessoa só querer o mal da outra? O que impede dessa pessoa só…amar?

“ai porque teve vida difícil”. Nossa, que desculpa. Conheço muitas pessoas que tiveram vida difícil e são lindas por dentro e por fora. Essas têm o maior amor do mundo no coração. E conheço pessoas que tiveram vida boa e fácil que são más até dizer chega, que só tem coisas ruins dentro delas. Mas as que têm amor…essas sim vão mudar o mundo.

Eu acredito nisso, e vou acreditar sempre.

O amor muda, o mundo seria outro, melhor.

Concordam?