Já dizia Lady Murphy.

Aí você teve um dia daqueles. Acordou com o cabelo feio, levou sermão do chefe, derramou café na roupa, brigou com o namorado no almoço e o que mais quer é chegar em casa, por os pijamas e ver qualquer coisa na TV.

Até chegar em casa você sabe que precisa passar por mais um teste de sobrevivência: pegar o ônibus.

E pior: na hora do rush!

Aquele ônibus que você mal consegue subir de tão lotado. Aquele que você fica se perguntando como pode dois corpos ocupar o mesmo espaço. É, aquele mesmo.

A muito custo, você passa pela roleta e por um milagre divino acha um lugar lá no fundo. O banco está quebrado, mas tudo bem. Isso só pode ser um sinal de que a noite vai ser boa.

Quando você já está agradecendo a todos os deuses existentes pela noite linda que está por vir, você ouve um som vindo de algum lugar do meio do ônibus. Um som que aos poucos você vai reconhecendo as batidas e acaba identificando o que é. Sim, é o funk.

Por dentro você chora e começa a xingar todos os deuses que antes agradecia. Por fora faz cara de paisagem, porque você sabe que essa é a lei da vida: nada está tão ruim que não possa piorar. Maldita Lei de Murphy! E você também sabe que não adianta reclamar ou se exaltar. Os seres que escutam funk são intocáveis, nada os atinge.

Bom, uma hora eles vão embora, certo? Errado. Óbvio que eles só descem depois de você, mas pelo menos a sua parada é logo ali.

Aí você desce, torce o pé quando pisa no chão, finge que nada aconteceu e entra no seu prédio.

Nossa, nada pode mesmo piorar agora! Tsc, ingênua, você. O prédio está sem luz e você sobe 10 andares pela escada. Tudo bem, pelo menos faz algum exercício.

No último degrau, você já está quase de joelhos se perguntando por que os deuses te odeiam tanto.

Mas eis que você abre a porta. Tudo escuro. Vai na cozinha para pegar um pouco de água e se depara com seu belíssimo namorado, que está perto da mesa, terminando de preparar um jantar a luz de velas. Além disso, você percebe que a cozinha está repleta de buquês de flores. Começa a agradecer os deuses de novo, afinal eles não te odeiam tanto assim. Aí você beija o namorado e diz que precisa trocar de roupa antes de jantar.

Você chega no quarto e vê o seu pijama bem dobradinho em cima da cama junto com uma coleção dos seus filmes preferidos. Obra do namorado.

E então você pensa: Puxa, existe vida além da Lady Murphy!

*crônica escrita pra aula de Português.*

Update: Essa crônica é quase toda fictícia. Só é baseada num dia difícil meu. Eu não moro em um prédio, por exemplo. haha. E claro, dramatizei um pouco as coisas para ficar mais engraçado. :)

 

 

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Coisas humanamente impossíveis.

Hoje eu tive o desprazer de andar de trem as 7:30 da manhã.

Pra começar isso nem é horário que se apresente. Ter que acordar essa hora [uma hora mais cedo, aliás] já é algo humanamente impossível de se fazer ok?

Mas tá, tudo é relevado quando se acorda com uma boa companhia.

Eis que eu pego o trem as 7:30. Hora em que TODAS AS PESSOAS EXISTENTES resolvem entrar naquele troço.

E só entrar.

Sair? Não.

Quando chego na minha casa e já me encontro segura em minha cama [sim, porque eu cheguei em casa e voltei a dormir], começo a pensar nas coisas que são HUMANAMENTE IMPOSSÍVEIS.

Além do trem cheio, tem também os ônibus. Que eu, na minha mais pura inocência, pensava que era pior que o trem… Mas não. Tudo bem que eu não vi pessoas obesas, cheias de sacolas, e fedendo no trem, como eu sempre vejo em ônibus. Mas no trem, a maioria das pessoas não tem noção de espaço, são folgadas e INSISTEM em conversar com a pessoa que está esmagada ao seu lado. Desnecessário.

Continuando.

Andar de guarda-chuva. Pra mim, pelo menos é humanamente impossível. Se eu estiver no centro da cidade, com muitas pessoas indo e vindo, pior. Se tiver vento junto com a chuva, catástrofe.

Dar uma corridinha. Primeiro que eu não entendo o porque as pessoas ADORAM dar uma corridinha. Porra, caminhem.

Pra que correr? Não é necessário. Eu não vejo sentido, e pra mim é mais uma coisa humanamente impossível.

Ter que estudar, estando com um sono horrível. Não preciso nem explicar o quão óbvio isso é, né?

Como sempre quando quis pensar em mais coisas, acabei dormindo.

Repararam como eu fiquei um tanto traumatizada com esse maldito trem né?

Acho o fim.

Esse fato ocorreu em 2007 quando eu pegava um ônibus muito do ruim.

Imaginem os piores marginais, maloqueiros e até mendigos porque não?

Imaginou? Tá. São esses mesmos que subiam todos os dias nesse ônibus.

Mas enfim, num dia de CHUVA eu esperava o tal ônibus como todos os dias, na parada LOTADA.

O ônibus chegou na parada, parou, abriu as portas da esperança, e eu me preparei para subir rápido, pois como eu disse tava chovend0, e eu não sou muito fã de chuva.

Eis que me deparo com uma mulher, de frente pro motorista, parada BEM  na porta.

Pergunto gentilmente: Com licença?

Mulher me ignora.

Pergunto de novo, um pouco menos gentil : Com licença??

Mulher me ignora de novo.

Eis que alguém diz de dentro do ônibus: Ela é cega.

Eu já morrendo de raiva, pois estava me molhando horrores: ELA É CEGA MAS NÃO É SURDA.

Mulher me da passagem, e diz quando passo: Mal educada.

Não falei mais nada, porque tudo que eu queria era sentar do lado de alguém normal, ouvir minha música e ir pra casa logo.

Isso não é uma piada de mal gosto tá? Aconteceu mesmo, e por mais mal educada que eu tenha sido….ah quer saber? Foda-se.

Acho o fim gente que se aproveita porque tem algum tipo de deficiência ou dificuldade física. O FIM. E sim ela me ouviu muito bem as duas vezes que eu pedi licença, mas se fez total.

Assim como eu acho o fim os idosos que chegam na fila do ônibus na frente, como se não tivesse mais ninguém na fila, só porque são… idosos.

E você aí, se vier me dizer que eles podem fazer isso, eu digo: ME PROVA.

Beijo no coração.