A minha quase corrida de kart.

Confesso que estava um tanto apreensiva por causa dessa corrida. Coisas desconhecidas sempre me deixam apreensiva.

A corrida em si não era a causa da minha aflição. Na verdade eu ficava me perguntando se 1) eu caberia no macacão de corrida e 2) se eu alcançaria nos pedais do kart. Gente, pra quem não lembra eu tenho 1,47 de altura. São essas as agonias do meu mundo, ok?

Aí ta, chegamos lá e eu já sai perguntando pra mulher que trabalhava lá se eu alcançava nos pedais e ela me disse para eu ir testar um dos karts. Um moço me disse que eu andaria no kart 13 porque tinha o banco mais pra frente. Fui lá, experimentei, ficou ótimo e eu fiquei mais tranquila.

Maaas teve uma corrida antes da nossa e a MONGA que tava no kart 13 bateu de um jeito que estragou o meu kart lindo maravilhoso. :(

Nessa hora eu comecei a ficar aflita mais uma vez. Ok, eu não tinha deixado de ficar aflita, porque só de ver a pista já me dava uma coisa no estômago. E eu pensava: E agora? :(

Quando chegou nossa vez, o moço tirou meu amigo de um dos karts e disse que eu tinha que andar naquele. Sentei, mas não ficou muito bom, aí eles trouxeram UMA ALMOFADINHA pra mim. Humilhação mandou um beijinho.

Mas eu tava com tanto medo da corrida que deixei passar. O macacão serviu, tava tudo ok, lá fui eu.

Antes da corrida mesmo, tem a tomada de tempo pra saber em que colocação tu vai largar. São 10 minutos. Em 10 minutos eu girei e bati nos pneus fazendo com que meu pescoço quase saisse da minha cabeça, e na última volta da tomada de tempo meu LINDO namorado bateu em mim! Mas olha, bateu mesmo viu? Tá, eu tava um pouco devagar, mas poxa… Aí ele bateu em mim, eu bati nos pneus, bati com as costelas na direção, com a cabeça não sei onde e olha, vi o mundo girar. Não deu, tive que sair.

Conclusão: não corri de kart. Olha que legal.

Talvez eu pudesse continuar a correr, mas eu fiquei tão mal na hora que a primeira coisa que eu pensei foi: “mãe, cade você? :(”

Fica aí uma foto da minha quase corrida.

eu sou a nanica ali com as mãos no bolso morrendo de medo, bjs

Save me, Barry!

É sempre uma grande agonia quando o namorado vai viajar. Ok, essa é só a segunda vez que acontece, mas mesmo assim.

Ele foi trabalhar em Chapecó [alguém que mora lá e possa servir de detetive? Gratifica-se], vai filmar o show do AMADO BATISTA e vai voltar feliz [$.$] e lindo [<3] pra mim na terça.

Até terça eu já morri, murchei e virei pó de saudade.

Dramática, eu? Capaz.

Por mim eu viveria GRUDADA nele. Menos nos momentos de privacidade, claro.

Que dependência, né? NEM TO.

Prefiro ser esse tipo de namorada do que ser dessas que nem sabe onde o homi tá.

Enfiiim, só pra desabafar mesmo.

E o título foi super aleatório, mas eu sei que a Tary vai saber do que se trata. :)

 

Ser criança / Ter infância.

Ser criança é diferente de ter infância.

Esse foi um dos assuntos debatidos hoje na minha aula de Políticas Educacionais.

Ser criança todo mundo sabe o que é. É quando tu é pequeno, quando depende de pessoas para sobreviver.

Ter infância é outra coisa. Eu sei que muitas, ou todas as pessoas que leem o meu blog  tiveram infância. Ter infância é ter história boa pra contar, é ter brincado muito, ter se machucado um bocado nas brincadeiras, é ter amiguinhos, família presente, casa de vó, risadas e diversão o tempo todo.

E aí o que sobra para as crianças carentes, pobres, aquelas que precisam trabalhar já desde pequeninho para se sustentar? Essas tiveram infância?

Vimos um pedaço de um documentário na aula [Crianças Invisíveis o nome] que mostrava duas crianças que catavam lata e papelão para vender e ganhar uns 12 reais por dia, às vezes até menos. Passavam quase dois dias fora de casa para poder chegar cedo no lugar onde eles vendiam o que conseguiam. Mesmo com essas dificuldades eles ainda tinham inocência. Faziam brincadeiras entre eles e enquanto estavam “pilotando” o carrinho, imaginavam estar em uma corrida de carros.

Quando essa inocência se perde? E os pais dessas crianças? E a escola?

E por que ainda tem tanta criança nessa vida de trabalho quando elas deveriam mesmo estarem brincando?

Fica aí a reflexão.